quinta-feira, 26 de março de 2009

Cortando plantinhas

Segunda, 14:15.

Eis que aquele ser que fala uma linguagem própria e, na maioria das vezes, pra maioria das pessoas, indecifrável, entra em minha sala.

- "Gi", vamos conversar um pouco.

- Claro, chefe!

Já tinha entendido pela cara de "papo-sério" que teria uma grande notícia... rs

- Eu pensei no final de semana em muitas coisas, reestruturações, acontece muita coisa ao mesmo tempo, o "A." pediu demissão hoje, a "T." vai sair de férias e quando voltar vai sair da recepção porque a moça nova começa na quinta. Aí eu pensei e não vou continuar com você.

Eu sorri, percebendo que até nessa hora ele consegue se embananar com as palavras, falando um monte sem explicar bulhufas... Disse que tudo bem e perguntei:

- Tá, mas você quer que eu já pare hoje?

Ele hesitou, ficou vermelho e disse que não tinha pensado nisso. Eu, pra dar um tranco nos neurônios bitolados dele, propus:

- Eu posso ficar até a "T." voltar de férias ou até eu conseguir outro emprego, o que acontecer primeiro. Por mim, não tem problema. (Muito pelo contrário, pra mim seria uma tortura ficar em casa, me sentindo desocupada e deprimida.)

- Ah, legal. Se você pode ficar, eu agradeço. É que sobrou uma pessoa na estrutura, a "T." vai ficar com sua função porque não dá pra mandar embora, entende?

CLARO!!! Entendo que demitir uma "T." que é devota a ele há mais de 13 anos não é tarefa das mais fáceis (nem das mais baratas...). Melhor cortar as plantinhas menores, né?

Tá feito. Tô aqui, até que não esteja mais (ou até que tenha mais o que fazer... hehe)...

Ouvindo: Vem andar comigo - Jota Quest

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